quarta-feira, 17 de agosto de 2011

EVENTO COM A NOSSA MARCA


SONORIZAÇÃO DO 36º ENART - UFPA - TEATRO DA PAZ

EVENTO COM A NOSSA MARCA


QUADRO BELEZA DA COMUNIDADE DO PROGRAMA HOJE EM DIA - REDE RECORD.

EVENTO COM A NOSSA MARCA


Estrutura da JCA COMUNICAÇÃO & ENTRETENIMENTO no evento da Rede Record no Hangar.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

OFENSA A MODERAÇÃO


O Senado tem saída para tudo. Se tem saída até para senadores que quebram o decoro, imaginem então quando se trata de esquivar-se de suas obrigações quando terceiras pessoas - estranhas, portanto, ao âmbito do Senado - estão envolvidas.Caso recente comprova isso. Envolve o senador Roberto Requião (PMDB-PR).

No dia 25 de abril, o senador viu-se diante de repórter que lhe fez pergunta de interesse público, relacionado ao pagamento de pensão a ex-governadores.
Incomodado com a pergunta, o senador arrancou o gravador do jornalista e ameaçou espancá-lo. “Você quer apanhar?”, desafiou o parlamentar. Não satisfeito, passou a chamar o repórter de “engraçadinho” pela internet.


O Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal foi ao Senado, pedindo providências para reparar conduta flagrantemente ofensiva à liberdade e dignidade profissionais.O que fez o Senado, diante do pedido do sindicato? Nada. Resolveu mandar para os seus arquivos o pedido de advertência ao senador, sob a argumento de que a petição apresentada pela entidade não atende aos requisitos previstos para punir o parlamentar.Advogados também sustentaram que não há provas de que o senador agrediu o jornalista, muito embora o repórter tenha gravado o trecho da entrevista na qual o parlamentar toma o gravador de suas mãos.

O Senado, está claro, não apurou o que tinha o dever de apurar porque a apuração, simplesmente, não lhe interessou. Como já ocorreu em tantas outras oportunidades, o Senador tergiversou, escamoteou, jogou o corpo pra cá e pra lá... E nada fez porque, repita-se, não era de seu interesse fazê-lo.


Quem fica de frente para o prédio do Congresso Nacional, em Brasília, identifica o recinto do Senado como aquele que fica do lado esquerdo de quem olha.
É aquele prédio em que a abertura da concha estava voltada para baixo, como se fosse um chapéu instalado sobre o prédio do Senado. Essa geometria tem um simbolismo, um significado: quando projetou a concha emborcada, Niemayer pretendeu mostrar que ali está uma Casa vocacionada para a introspecção, para a reflexão, para a maturação de ideias que tenderiam a ser mais consistentes, porque decorrentes da ponderação, da moderação, do comedimento, da racionalidade.


Mas que nada! O Senado, nos últimos anos, tem oferecido demonstrações evidentes de que faz tudo ao contrário do que eventualmente poderão representar seus emblemas, presentes em instalações arquitetônicas que já se transformaram em pontos turísticos. O escândalo dos atos secretos representam uma evidência disso. Nunca antes, jamais, em tempo algum, na história do Senado, constatou-se uma catarata tão copiosa de irregularidades.

Mas o resultado disso foi a punição de três ou quatro gatos pingados, que sabidamente ultrapassaram os limites da boa ética porque, certamente, tinham no mínimo a conivência de Suas Excelências. A mesma coisa acontece agora. O senador fez o que fez porque sabia que, se o fizesse, o espírito de corpo é que prevaleceria, caso alguém ou alguma entidade questionasse seus procedimentos.


E foi exatamente o que aconteceu, para a estupefação geral. E para o espanto de todos, sabe-se que o Senado, um ambiente onde se parlamenta, onde se trava o contraditório, tem horror a perguntas que são de interesse público, independentemente do incômodo que possam provocar. Senadores têm o dever legal, constitucional de legislar. Aos jornalistas, igualmente, assiste o dever - assegurado pelo princípio constitucional da liberdade de Imprensa - de fiscalizar as ações dos homens públicos.

No caso concreto, o senador resolveu eximir-se dessa responsabilidade agressivamente. E o Senado acaba por chancelar sua conduta.
Eis mais uma prova de que o Senado faz tudo ao contrário

Fonte: O Liberal

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

CREDIBILIDADE NA MÍDIA



GLOBO: OS PRINCÍPIOS, A CREDIBILIDADE E A PRÁTICA

Deve ter sido coincidência. Todavia, não deixa de ser intrigante que os “Princípios Editoriais das Organizações Globo” tenham sido divulgados apenas algumas semanas após o estouro do escândalo envolvendo a News Corporation e um dia depois que um ex-jornalista da própria Globo tenha postado em seu Blog – com grande repercussão na blogosfera – que havia uma orientação na TV Globo para tentar incompatibilizar o novo Ministro da Defesa com as Forças Armadas.

Credibilidade: questão de sobrevivência
A credibilidade passou a ser um elemento absolutamente crítico no “mercado” da notícia. O monopólio dos velhos formadores de opinião não existe mais. Não é sem razão que as curvas de audiência e leitura da velha mídia estejam em queda e o “negócio”, no seu formato atual, ameaçado de sobrevivência.

Na contemporaneidade, são muitas as fontes de informação disponíveis para o cidadão comum e as TICs ampliaram de forma exponencial as possibilidades de checagem daquilo que está sendo noticiado. Sem credibilidade, a tendência é que os veículos se isolem e “falem”, cada vez mais, apenas para o segmento da população que compartilha previamente de suas posições editoriais e busca confirmação diária para elas, independentemente dos fatos.

O escândalo do “News of the World” explicitou formas criminosas de atuação de um dos maiores conglomerados de mídia do mundo, destruiu sua credibilidade e levantou a suspeita de que não é só o grupo de Murdoch que pratica esse tipo de “jornalismo”. Além disso, a celebrada autorregulamentação existente na Inglaterra – por mais que o fato desagrade aos liberais nativos – comprovou sua total ineficácia. As repercussões de tudo isso começam a aparecer. Inclusive na Terra de Santa Cruz.

Os Princípios da Globo
No Brasil ainda não existe sequer autorregulamentação e as Organizações Globo, o maior grupo de mídia do país, não tem um único Ombudsman em suas dezenas de veículos para acolher sugestões e críticas de seus “consumidores”. Neste contexto, a divulgação de princípios editoriais – sejam eles quais forem – é uma referência do próprio grupo em relação à qual seu jornalismo pode ser avaliado. Não deixa de ser um avanço.

A questão, todavia, é que o histórico da Globo não credencia os Princípios divulgados. Em diferentes ocasiões, ao longo dos últimos anos, coberturas tendenciosas que se tornaram clássicas, foram documentadas. E alguns pontos reafirmados e/ou ausentes dos Princípios agora divulgados reforçam dúvidas. Lembro dois: a presunção de inocência e as liberdades “absolutas”.

Presunção de inocência
O Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, adotado pela FENAJ, acolhe uma garantia constitucional (inciso LVII do artigo 5º) que tem origem na Revolução Francesa e reza em seu artigo 9º: “a presunção de inocência é um dos fundamentos da atividade jornalística”.

Não é necessário lembrar que o poder da velha mídia continua avassalador quando atinge a esfera da vida privada, a reputação das pessoas, seu capital simbólico. Alguém acusado e “condenado” pela mídia por um crime que não cometeu dificilmente se recupera. Os efeitos são devastadores. Não há indenização que pague ou corrija os danos causados. Apesar disso, a ausência da presunção de inocência tem sido uma das características da cobertura política das Organizações Globo.

Um exemplo: no auge da disputa eleitoral de 2006, diante da defesa que o PT fez de filiados seus que apareceram como suspeitos no escândalo chamado de “sanguessugas”, o jornal “O Globo” publicou um box de “Opinião” sob o título “Coerência” (12/08/2006, Caderno A pp.3/4) no qual afirmava:

“Não se pode acusar o PT de incoerência: se o partido protege mensaleiros, também acolhe sanguessugas. Sempre com o argumento maroto de que é preciso esperar o julgamento final. Maroto porque o julgamento político e ético não se confunde com o veredicto da Justiça. (...) Na verdade, a esperança do PT, e de outros partidos com postura idêntica, é que mensaleiros e sanguessugas sejam salvos pela lerdeza corporativista do Congresso e por chicanas jurídicas. Simples assim.”

Em outras palavras, para O Globo, a presunção de inocência é uma garantia que só existe no Judiciário. A mídia pode denunciar, julgar e condenar. Não há nada sobre presunção de inocência nos Princípios agora divulgados.

Aparentemente, a postura editorial de 2006 continua a prevalecer nas Organizações Globo.

Liberdades absolutas?
Para as Organizações Globo a liberdade de expressão é um valor absoluto (Seção I, letra h) e “a liberdade de informar nunca pode ser considerada excessiva” (Seção III).

Sem polemizar aqui sobre a diferença entre liberdade de expressão e liberdade de imprensa – que não é mencionada sequer uma única vez nos Princípios – lembro que nem mesmo John Stuart Mill considerava a liberdade de expressão absoluta. Ela, como, aliás, todas as liberdades, têm como limite a liberdade do outro.

Em relação à liberdade de informar, não foi exatamente o fato de “nunca considerá-la excessiva” que levou a News Corporation a violar a intimidade e a privacidade alheia e a cometer os crimes que cometeu?

O futuro dirá
Se haverá ou não alterações na prática jornalística “global”, só o tempo dirá. Ao que parece, as ressonâncias do escândalo envolvendo o grupo midiático do todo poderoso Rupert Murdoch e a incrível capilaridade social da blogosfera, inclusive entre nós, já atingiram o maior grupo de mídia brasileiro.


Venício Lima é Professor Titular de Ciência Política e Comunicação da UnB (aposentado) e autor, dentre outros, de Regulação das Comunicações – História, poder e direitos, Editora Paulus, 2011.
Fonte: Carta Maior

terça-feira, 9 de agosto de 2011

LADRÕES NO MINISTÉRIO DO TURISMO


O esquema de desvio de recursos do Ministério do Turismo investigado pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela Polícia Federal (PF) podem ter causado um prejuízo aos cofres públicos de cerca de R$ 4 milhões.

Segundo o procurador da República no Amapá, Celso Leal, o valor é relativo ao dinheiro liberado por meio de emenda parlamentar para um convênio firmado pelo ministério, em 2009, com o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi). Convênio que ele classifica como 'uma grande fraude para desviar dinheiro do ministério'.

Por telefone, o procurador explicou à Agência Brasil que os indícios de irregularidades foram constatados pelo Tribunal de Contas da União (TCU). De acordo com Leal, investigações preliminares indicam que mesmo tendo recebido o dinheiro do ministério, o Ibrasi - uma organização sem fins lucrativos com sede em São Paulo - jamais realizou os cursos de qualificação profissional previstos no convênio. Voltado a profissionais de turismo, o treinamento deveria ocorrer no Amapá.

De acordo com o procurador, os fortes indícios de irregularidades motivaram-no a expedir 19 mandados de prisão preventiva (sem prazo determinado), 19 mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão, que levaram a PF a deflagrar, na manhã desta terça-feira, 9, a Operação Voucher, que resultou na prisão de 38 pessoas.

De acordo com a PF, além de o convênio ter sido realizado sem licitação, o Ibrasi não teria condições técnico-operacionais para executar o serviço previsto. Além disso, entre outras irregularidades, há indícios de que o ministério não tenha fiscalizado - ou o tenha feito de forma insatisfatória - a execução do convênio, de que documentos comprovando as despesas tenham sido fraudados e que o pagamento pelo convênio tenha sido antecipado desnecessariamente.

'As prisões estão fundamentadas basicamente no desvio de verbas, ou seja, no pagamento pela execução de um convênio que não foi executado, mesmo o dinheiro tendo sido liberado',

declarou o procurador, por telefone.

De acordo com Leal, as prisões foram decretadas a fim de manter a viabilidade da investigação criminal. 'No decorrer da investigação, notamos uma dificuldade porque os investigados tentavam manipular a investigação. O outro fundamento foi a manutenção da ordem pública, ou seja, para evitar que novos crimes semelhantes fossem cometidos por estas mesmas pessoas.'

O procurador prevê que as investigações policiais serão encerradas em no máximo duas semanas. 'As investigações estão adiantadas e esperamos que, com a oitiva [depoimento] das 38 pessoas presas, o que deve acontecer no mais tardar na próxima semana, as investigações da Polícia Federal sejam concluídas e o Ministério Público possa propor as necessárias ações penais e de improbidade administrativa.'

Entre os 38 presos esta manhã estão o secretário executivo do Ministério do Turismo, Frederico Silva da Costa, número dois na hierarquia da pasta; o secretário nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, Colbert Martins; o ex-presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), Mário Moysés, além de diretores e funcionários do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi) e empresários.

Frederico Costa está no Ministério do Turismo desde 2003, ano de criação da pasta. Depois de passar por vários departamentos, ele assumiu a chefia da Secretaria Nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, posto que ocupava quando foi firmado o convênio com o Ibrasi, objeto de investigação pela polícia e que resultou nas prisões desta terça-feira. No início deste ano, tornou-se secretário executivo.

Colbert Martins é ex-deputado federal pela Bahia e ocupa, atualmente, a Secretaria de Programas e Desenvolvimento do Ministério do Turismo. Mário Moyses presidiu a Embratur até junho de 2011. Em 2008, ele assumiu a Secretaria Executiva do ministério. Na gestão da ex-ministra Marta Suplicy, Moysés era chefe de gabinete.

Fonte: Agência Brasil