segunda-feira, 11 de julho de 2011

domingo, 10 de julho de 2011

DESENCANNES


Este site é muito bom... www.desencannes.com

Durante o processo de criação de uma campanha, muitas vezes acabam surgindo idéias absurdas que nunca foram e nunca poderiam ser veiculadas. Imagine quantas dessas peças já foram criadas e ninguém nunca as viu. No Desencannes, são essas as peças que valem. Um espaço para exposição de idéias que na maior parte das vezes ficam restritas aos criativos da agência.

Aqui, ninguém julga se a peça funcionaria. O que vale é o humor inteligente, a sacadinha, a propaganda impublicável. Pode-se criar, comentar, discordar, defender. Mas o que importa é a idéia pela idéia. Um lugar onde as peças mais extravagantes são premiadas, e concursos com briefings de produtos imaginários são constantes, para o livre exercício da criação. É a fantasia do “Já pensou se sai uma campanha assim?”.

Isso é o Desencannes. A propaganda que não existe. Imaginária. Engraçada. Absurda. Sem compromisso. A publicidade fazendo humor de si mesma. Para brincar e se divertir.

RIFA-SE UM CORAÇÃO



Rifa-se um coração idealista. Um coração como poucos. Um coração à moda antiga.
Um coração moleque que insiste em pregar peças no seu usuário.

Rifa-se um coração que na realidade está um pouco usado, meio calejado, muito machucado e que teima em alimentar sonhos e cultivar ilusões.
Um pouco inconseqüente que nunca desiste de acreditar nas pessoas.
Um leviano e precipitado coração que acha que Tim Maia estava certo quando escreveu..."Não quero dinheiro, eu quero amor sincero, é isso que eu espero..."
Um idealista... Um verdadeiro sonhador...

Rifa-se um coração que nunca aprende.

Que não endurece, e mantém sempre viva a esperança de ser feliz,sendo simples e natural.
Um coração insensato, que comanda o racional, sendo louco o suficiente para se apaixonar.
Um furioso suicida que vive procurando relações e emoções verdadeiras.

Rifa-se um coração que insiste em cometer sempre os mesmos erros.

Esse coração que erra, briga se expõe.
Perde o juízo por completo em nome de causas e paixões.
Sai do sério e, às vezes, revê suas posições arrependido de palavras e gestos.
Este coração tantas vezes incompreendido. Tantas vezes provocado.Tantas vezes impulsivo.

Rifa-se este desequilibrado emocional, que abre sorrisos tão largos que quase dá pra engolir as orelhas,mas que também arranca lágrimas e faz murchar o rosto.
Um coração para ser alugado, ou mesmo utilizado por quem gosta de emoções fortes.
Um órgão abastado, indicado apenas para quem quer viver intensamente e, contra indicado para os que apenas pretendem passar pela vida matando o tempo, defendendo-se das emoções.

Rifa-se um coração tão inocente que se mostra sem armaduras e deixa louco o seu usuário.

Um coração que quando parar de bater ouvirá o seu usuário dizer na hora da prestação de contas:
"O Senhor pode conferir. Eu fiz tudo certo, só errei quando coloquei sentimento.Só fiz bobagens e me dei mal quando ouvi este louco coração de criança que insiste em não endurecer, e se recusa a envelhecer".

Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por outro que tenha um pouco mais de juízo.

Um órgão mais fiel ao seu usuário.
Um amigo do peito que não maltrate tanto o ser que o abriga.
Um coração que não seja tão inconseqüente.

Rifa-se um coração cego, surdo e mudo, mas que incomoda um bocado.

Um verdadeiro caçador de aventuras que ainda não foi adotado,provavelmente, por se recusar a cultivar ares selvagens ou racionais, por não querer perder o estilo.

Oferece-se um coração vadio,sem raça, sem pedigree.

Um simples coração humano.
Um impulsivo membro de comportamento até meio ultrapassado.
Um modelo cheio de defeitos que,mesmo estando fora do mercado, faz questão de não se modernizar, mas vez por outra, constrange o corpo que o domina.

Um velho coração que convence seu usuário a publicar seus segredos e a ter a petulância de se aventurar como poeta.


(Clarice Lispector)

segunda-feira, 27 de junho de 2011

EXCLUIDOS

O clip abaixo foi gravado na casa de shows Cangalha, com diversos artistas paraenses, que voluntariamente ficaram de 4h da tarde até 1h na manhã. Eles fizeram isso porque acreditaram na mudança que vinha sendo construída com "muitas vozes, muitas mãos e muitos corações".

O Terruá Pará sempre foi uma das formas de incentivo e valorização da cultura paraense mais louvável que o governo do estado já colocou em prática.
Na primeira versão do Terruá, artistas notáveis com a máxima da expressão da pluralidade cultural de nosso Estado.

O governo de Ana Júlia engavetou o projeto que ressurge neste governo mais uma vez com o comando do Secretário de Comunicação do estado Ney Messias.

Tudo seria perfeitamente normal e admirável se não fosse a presença de um nome. O da diva petista, uma das pessoas que apesar de convites da produção de campanha do Jatene, não quis em momento algum apoiar a volta do governador e transformou-se na referência musical da campanha de Ana Júlia. Estou falando em Gabi Amarantos.

Fazendo parte da produção da campanha do Sr Governador, digo com propriedade que: Diversos artistas, de diversas vertentes musicais apoiaram a eleição de Jatene, inclusive comparecendo em massa em uma reunião realizada no comitê central do então candidato Simão Jatene. Testemunhamos dezenas de artistas que gravaram o clipe em questão, acreditando que nos próximos 4 anos a cultura do Pará pudesse ser finalmente tratada com respeito. Enquanto a Sra Gabi Amarantos doava sua imagem a campanha de Ana Júlia.

Nada contra Gabi Amarantos, inclusive ela é talentosa e representa bem nossa manifestação musical. Chega a ser louvável um governo sem preferência partidária, porém não deve se esquecer daqueles que o ajudaram.

Os artistas que participaram desde clip de Jatene estão decepcionados com a falta de reconhecimento e gratidão do atual governo, que "convidou" apenas o Edilson Morenno (sabemos que a base de muita insistência do próprio Edilson)para participar do Terruá Pará.

Na hora de pedir votos, enquanto Ana Júlia contava apenas com Gabi Amarantos e o casal Joelma e Chimbinha, que nem moram mais no Pará, Jatene recebia apoio da grande maioria dos artistas paraenses. Os mesmo que pelo visto só são bons para pedir voto, pois na hora de representar o Pará, são escolhidos outros "companheiros".
Fica este vídeo como protesto a inabilidade política de quem está organizando o Terruá Pará.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

segunda-feira, 13 de junho de 2011

HOMENAGEM A UMA GRANDE MULHER


Marly Araújo de Andrade, nasceu em 23 de Agosto de 1937. Filha de Marieta e Benedicto Andrade, era irmã de Ronald, Carlos e Marilza. Estudou no Grupo escolar Vilhena Alves e no Instituto Brasil, onde formou-se em técnica em contabilidade.
Nos anos 60 decidiu cursar enfermagem na antiga Escola de Enfermagem Magalhães Barata em Belém. Após a conclusão do curso fez pós graduação em saúde pública na Universidade Federal de Recife.
Enfermeira, contabilista e acordeonista, Marly em 1974 teve seu primeiro e único filho, que criou com todo carinho, amor e proteção de quem seria mãe e pai ao mesmo tempo.
No dia 10 de junho de 2011, Marly partiu e deixou muito mais do que de saudades. Deixou orgulho, gratidão e admiração por ter sido um ser humano de luz que passou pela terra.
Obrigado por tudo mãe. Eu sempre irei te amar.

Do seu filho João Carlos de Andrade.